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Dor nas Pernas: Neuropatia Periférica

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O que é a Neuropatia Periférica?

Os nervos periféricos são estruturas responsáveis pela comunicação do cérebro e da medula espinha (o sistema nervoso central) com o restante do corpo. São como fios que permitem a ligação do cérebro aos músculos, pele, tendões, glândulas e órgãos. Toda ordem de movimento voluntário que se inicia no cérebro, por exemplo, converge para algumas células nervosas na medula espinhal, que levarão essa ordem através dos nervos periféricos até os músculos para que haja contração muscular e movimento.

Então, quando pensamos em mover um dedo da mão, por exemplo, essa ordem de movimento se inicia no cérebro, passa através da medula (que fica dentro da coluna) e sai através de pequenos buracos entre um osso e outro da coluna vertebral (forames) para seguir por algum nervo periférico até chegar aos músculos do dedo da mão.

Da mesma forma, os nervos periféricos também são responsáveis por levar as informações sensoriais da pele, músculo, ligamentos, glândulas e órgãos para serem interpretadas pelo cérebro. Exemplo de informações sensoriais são as sensações de tato, pressão, temperatura (quente e frio), dor, vibração e posição dos membros e dedos.

As Fibras e Suas Funções

Temos então dois tipos principais de fibras nervosas: as fibras motoras – responsáveis pelos movimentos – e as fibras sensitivas – responsáveis pelas sensações. Há também as fibras autonômicas, que inervam as glândulas e vísceras, dentre outras estruturas. Dentro de um mesmo nervo periférico, esses diferentes tipos de fibras nervosas estão entrelaçadas como os pequenos fios de cobre num cabo de energia elétrica. 

A analogia entre o nervo periférico e um fio de energia elétrica é bastante interessante para entendermos a constituição anatômica do nervo:

Ambas as estruturas levam informações elétricas. Muitas fibras nervosas também possuem um isolante externo para facilitar a condução da atividade elétrica, assim como a capa de um fio de cobre – dá-se o nome de bainha de mielina à essa estrutura isolante. Os fios internos dos nervos, similares aos fios de cobre enrolados no cabo elétrico, chamam-se axônios.

Causas e Sintomas das Neuropatias Periféricas

Dá-se o nome de neuropatias periféricas ao grupo de doenças que acarretam alterações nas funções dos nervos periféricos. As causas são bastante variadas e vão desde condições mais frequentes como o diabetes, por exemplo, até causas tóxicas (como o abuso de álcool ou efeitos colaterais de medicações), carenciais (por falta de vitaminas), inflamatórias ou genéticas.

Em uma parcela alta das vezes, não se acha uma explicação específica para o quadro, mesmo depois de investigação exaustiva. Isso pode ocorrer em até 40% das vezes.

Os sintomas das neuropatias são bastante variados e se modificam a depender se a doença acomete preferencialmente as fibras motoras, sensitivas ou ambas. Pode variar desde fraqueza de movimento (já que o nervo é importante para o comando do movimento voluntário) e atrofia dos músculos, até perda de sensibilidade dolorosa, tátil, térmica ou de vibração e posição:

Dor é um sintoma relativamente frequente e geralmente é descrita como em fincadas ou queimação, com piora noturna e durante o sono. Usualmente, em sua forma de manifestação mais comum, a doença se inicia nos pés e os sintomas progridem para as pernas de forma ascendente e simétrica no decorrer do tempo, acometendo ambos os pés ao mesmo tempo.

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Diagnóstico

A investigação de um quadro de neuropatia periférica é bastante ampla e geralmente passa por exames de sangue (exames para investigar doenças inflamatórias, rastreio de diabetes, dosagem de vitaminas, dentre outros exames), exame eletrofisiológicos para avaliação da função dos nervos, até chegar a realização de biópsia em alguns casos, que consiste na retirada de um pequeno pedaço do nervo a ser analisado no microscópio.

O exame eletrofisiológico mais solicitado é a eletroneuromiografia, que é um exame no qual se avaliam vários parâmetros das funções dos nervos. Ele permite classificar a neuropatia de maneira mais precisa, avaliando se há acometimento preponderante das fibras motoras, das fibras sensitivas ou de ambas; se esse acometimento é simétrico ou assimétrico, se ele é crônico ou recente e se a doença acomete preferencialmente a bainha de mielina (o isolante do nervo), ou os axônios.

O tratamento das neuropatias periféricas é bastante diverso e varia a depender da causa:

Pode ser desde a suspenção de uma medicação que esteja implicada no quadro, até o controle rigoroso de diabetes e do abuso de álcool, suplementação de alguma vitamina, ou uso de medicações anti-inflamatórias.

Quando não se descobre a causa, o tratamento é focado no controle dos sintomas, especialmente da dor. Existem várias classes de medicamentos que podem ser usadas para o manejo da dor. Usualmente alguns antidepressivos e medicamentos para epilepsia são os mais efetivos.

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