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Dor nas Pernas: Fascite Plantar

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Os pés representam a nossa base de sustentação. É em sua planta que todo o nosso peso deve ser distribuído. Já podemos imaginar, portanto, que eles trabalham muito e por todo o tempo que estamos em pé ou nos movimentando.

Os diabéticos têm muitos sintomas nos pés. Estes são tão frequentes que existe uma situação clínica determinada Pé Diabético. Hoje, especificamente, queremos falar sobre a FASCITE PLANTAR, também comum em pés diabéticos – mas não é exclusiva deles.

O que é a Fascite Plantar?

A fascite plantar é na verdade um envelope de tecido conjuntivo que contém a musculatura da planta do pé. Ela se inicia no calcanhar e se estende por toda a planta do pé.

No dia a dia, ela pode ser sobrecarregada. Isto gera dor que pode se iniciar e se restringir ao calcanhar ou se distribuir pela planta do pé. A dor é percebida quando nos levantamos e tocamos o chão com os pés, principalmente quando nos levantamos de manhã. Também aparece quando iniciamos algum movimento depois de ficarmos muito tempo parados. Pode ser pior ao andarmos descalços ou subirmos escadas.

Cerca de 1 em cada dez pessoas terão fascite plantar em seus diversos graus.

Quais são os seus fatores de risco?

A fascite plantar tem algumas causas ou fatores que a promovem, dentre elas:

  • excesso de peso,
  • pessoas com os pés planos ou muito arqueados,
  • uso de sapatos planos – como rasteirinhas ou sandálias do estilo Havaianas,
  • atividades de impacto sem calçado adequado,
  • fraqueza da musculatura da panturrilha e mesmo dos pés.

A fascite pode estar associada à formação ou à presença de esporão calcâneo, uma protuberância óssea que se forma na região do calcanhar.

Riscos e práticas comuns – Fique atento!

A nossa primeira resposta à dor é nos adaptar. Assim que percercebemos algum desconforto, a nossa primeira atitude é mudar a forma como andamos e pisamos. Isto, porém, pode gerar um desequilíbrio ainda maior na distribuição do peso e no papel de cada músculo ao andarmos. Por fim, podemos sobrecarregar outras articulações e, além de não resolver a dor da fascite, termos novas dores ou lesões.

Tratamento

O tratamento apresenta boa resposta na maioria das pessoas. A melhora, porém, é lenta, de semanas a meses. Ainda mais nos pacientes com sintomas há mais tempo. De forma geral, seguem algumas regras:

  • usar sapatos confortáveis, com um pequeno salto na região do calcanhar
  • os calçados devem promover bom suporte ao arco do pé e amortecimento adequado na região do calcanhar
  • revezar os sapatos que usamos no dia a dia. Além disso, temos que observar e respeitar a durabilidade dos tênis de esporte, principalmente os de corrida.
  • realizar exercícios que melhoram a força, flexibilidade e mobilidade da musculatura do calcanhar e da perna.
  • aquecer antes do início de alguma atividade e alongar a planta e a perna antes e após.
  • alternas exercícios de impacto, como corrida, com outras atividades.
  • o uso de bolsa de gelo após atividades de maior impacto e ou no final do dia pode ajudar.

 

 

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